Eu sou eu mesma. É nisso que consiste e aí está a origem de toda sabedoria: em saber que sabemos, em pensar que pensamos, em captar-nos simultaneamente como sujeito e como objeto de nossa experiência. Não se trata de fazer uma reflexão auto-analítica, nem de pensar ou pesar nossa capacidade intelectual, nossa estrutura temperamental, nossas possibilidades e limitações. Isso seria o mesmo que partir nossa consciência em duas metades: uma observando e outra sendo observada. Quando consigo a percepção de mim mesma, fico como que dominada pela sensação de que sou diferente de todos os outros. E, ao mesmo tempo experimento algo parecido com um circuito fechado, com uma viva evidência de que a consciência de mim mesma jamais se repetirá. Portanto sou alguém singular, absoluta e inédita.
Luana Barreto
sexta-feira, 2 de abril de 2010
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